SARGENTO P. SILVA DESACREDITADO COM A POLÍCIA MILITAR? E QUEM NÃO ESTÁ?

SARGENTO P. SILVA,
UM HOMEM CHEIO
DE PLANOS E SONHOS
Lendo os comentários de muitos policiais através das redes sociais fiquei espantado, pois não é novidade nenhuma ver um policial militar desacreditado com a instituição. A falta de uma jornada de trabalho, de uma perspectiva de promoção, de um código de ética, redução no tempo de serviço, condições de serviço, auxilio médico, reajuste no subsídio anualmente, formação de qualidade, valorização e respeito profissional são as suas causas.

Esta descrença em massa traz consigo muitas reações entre os policiais, vejam as principais: solicitam baixas, ficam psicologicamente afetados, intensificam os estudos buscando oportunidade fora, uns fingem quem não é verdade e outros lutam para mudar a realidade, visando uma polícia mais justa e humana.


Particularmente aprendi isso no ano de 2007, quando fui excluído por reivindicar um direito coletivo, foi a partir deste momento que mudei, voltei a estudar e comecei a participar ativamente das lutas da categoria. Se um dia eu perceber que a mudança de tornar a polícia mais justa e humana não vai ocorrer, ocasionando na minha revolta, a polícia que se exploda e eu vou cuidar da minha vida.

Todos nós policiais militares temos orgulho de pertencer a instituição, mas cabe a esta mesma instituição tratar o seu efetivo com dignidade e respeito.

O Sargento P. Silva era um homem que trabalhou durante estes últimos 15 anos para mudar a realidade da polícia militar, focando o seu trabalho sempre na formação policial. Ele poderia até está desacreditado e inconformado com os resultados, mas jamais seria capaz de cometer suicídio devido a esta realidade que persisti em permanecer retrógada. Eu não acredito em Deus, mas sei quanto o Sargento P. Silva acreditava. Sargento P. Silva era um forte emocionalmente, inteligente, extremamente religioso, excelente profissional, um bom marido e um bom pai.

Para finalizar, difícil acreditar em suicídio, pois como o sargento Eliabe declarou, a arma estava na mão direita, mas o Sargento P. Silva era canhoto.

CABO HERONIDES
Policial Militar, acadêmico de Direito e pesquisador em Segurança pública.

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