PARA ESPECIALISTAS, FALTA DE INVESTIMENTOS FAVORECE TÍTULO DE “POLO DE VIOLÊNCIA” PARA NATAL

A capital potiguar é considerada um novo polo de violência no Brasil. É o que afirma o Mapa da Violência 2013: Homicídios e Juventude no Brasil, publicado nesta quinta-feira (18) pelo Centro de Estudos Latino-Americanos (Cebela). Com dados do Subsistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde. De acordo com o mapa, Natal é a capital que registrou o maior crescimento de homicídios de pessoas entre 15 e 24 anos, um aumento de 267,3%.

Para a presidente da Associação de Delegados de Polícia Civil do RN, Ana Cláudia Saraiva Gomes, esses números refletem a falta de uma política de estado e a falta de investimentos na polícia. Segundo ela, a polícia civil tem hoje um déficit de efetivo de mais de 70% do seu pessoal e os constantes cortes de investimentos feitos pelo governo a segurança pública está a beira de um colapso. “O único caminho para resolver a situação da segurança no nosso estado, que está na contramão, é investir”, declarou.


O delegado aposentado Maurílio Pinto diz que as estatistas só vêm comprovar a falta de estrutura da Polícia Civil no RN. Maurílio Pinto lembra do tempo em que Natal já esteve entre as capitais menos violentas do país. “Digo isso com muita tristeza, porque hoje estamos ultrapassando até grandes centros urbanos”, destacou.

Para o delegado, Atanásio Gomes, titular da Delegacia Especializada em Furtos e Roubos, o problema é a impunidade cada vez mais comum no país. Para ele a falta de condições de trabalho, proveniente da má estrutura oferecida aos policiais é quase um incentivo à criminalidade.

De acordo com o delegado, a droga é o principal problema a ser combatido, pois gera crimes como homicídios, furtos e roubos, por exemplo. “Uma boa resposta a esses números seria mais investimentos por parte do governo na segurança pública”, alertou.

A reportagem do portalnoar.com procurou o secretário adjunto da Segurança Pública do estado, Silva Júnior, o qual disse que ainda não teve acesso ao mapa e vai reunir sua equipe de assessoria para discutir o assunto. “Por enquanto prefiro não dar nenhuma declaração sobre o assunto. Vou reunir a minha equipe para analisar esses dados”, disse.
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