DELEGADO-GERAL ANUNCIA METAS PARA A NOVA GESTÃO NA POLÍCIA CIVIL DO RN

O novo Delegado Geral da Polícia Civil, Ricardo Sérgio Costa de Oliveira, anunciado nessa segunda-feira (20) pela governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini, falou sobre a nova função e apontou seus principais desafios. Dentre as metas estão a integração com os órgãos que compõe a Segurança Pública do Estado, a valorização dos policiais civis, otimizar os serviços prestados ao cidadão potiguar, bem como a redução da criminalidade por meio de maiores ações investigativas e operações policiais.
“A população pode ter a certeza de que a Polícia Civil será cada vez mais combativa a criminalidade”, frisou o novo titular da Degepol.
Antes de assumir a função, o delegado Ricardo Sérgio Oliveira permaneceu por cerca de dois anos como diretor da Academia de Polícia Civil (Acadepol), tendo nesse período, promovido uma série de cursos de capacitação para os policiais civis. O Delegado Geral também é Vice-Presidente do Conselho Superior da Polícia Civil (Consepol) desde 2011, mas agora, com o atual cargo, deve assumir a presidência do órgão.

O delegado Ricardo Sérgio Oliveira é ainda um dos elaboradores da Lei Orgânica da Polícia Civil (Lei Complementar nº 270/2004). Ele é filho de um Oficial da Polícia Militar do RN e tem esposa, dois cunhados e um irmão e que também atuam como delegados da Polícia Civil, assim como outros familiares que trabalham na Polícia Militar.

Abaixo está a lista de algumas metas assumidas pelo novo gestor da Polícia Civil do RN:
  1. Potencializar as investigações e operações policiais através do gerenciamento, supervisão e apoio incisivo às atividades da Polícia Civil;
  2. Implantar o Inquérito Virtual, com integração aos sistemas das entidades que atuam na questão criminal (MP e TJ);
  3. Estabelecer redes de relacionamento com os demais organismos que compõem o sistema de Segurança Pública do Estado;
  4. Tornar a capacitação policial uma ação constante como forma de motivação para os policiais civis, além do contato deste com novas técnicas e tecnologias utilizadas na área para aprimorar o combate à criminalidade;
  5. Melhoria no atendimento ao público nas unidades policiais;
  6. Valorização dos profissionais através de um sistema meritório;
  7. Criação de uma Central de Inquéritos Policiais para tratar do passivo institucional;
  8. Montar e executar estratégias para a elucidação dos crimes de homicídio;
  9. Redução dos índices de criminalidade através de um trabalho sistêmico entre a Polícia Civil, Polícia Militar e ITEP.
  10. Buscar recursos por meio de elaboração de projetos e parcerias; e,
  11. Nomeação dos policiais civis concursados, entre outros.
ENTREVISTA CONCEDIDA AO TRIBUNA DO NORTE

Como melhorar a estrutura física das delegacias?
A gente sabe que a estrutura física demanda, hoje, ações por parte do Governo. É por isso mesmo que o Governo está com o projeto que é o “RN Sustentável”, através do Banco Mundial, onde serão aplicados 16 milhões de dólares em toda estrutura de informática da polícia civil. Fora desse programa, será feito reformas nas delegacias. Seis delegacias estão com as reformas garantidas. Numa delas, a 6ª DP, o trabalho já começou. Também existe o programa “Brasil Mais Seguro”. Há uma soma de recursos, que está para chegar, que vai fazer com que o cenário atual da Polícia Civil seja alterado.

Quais as prioridades?
Já elaborei algumas metas. Uma delas é potencializar as investigações e operações policiais através do gerenciamento, supervisão e apoio. Tudo isso será feito ouvindo os policiais para saber o que é que eles querem que seja feito. Queremos implantar o inquérito virtual. Criar uma central de inquéritos policiais para tratar do passivo institucional.

E a divisão de homicídios?
Ela é prioridade e é um dos compromissos que eu firmei. Não foi uma condição, mas um dos compromissos que firmei com o Governo do Estado. Ela vai acontecer.

Qual seu posicionamento sobre a discussão da PEC37?
Se você verificar o ordenamento jurídico brasileiro, vai ver que só quem pode fazer investigação criminal é a polícia judiciária. A discussão está desfocada. O MP tem investigação seletiva, atemporal e sem controle, porque o MP não tem submissão a nenhum órgão de controle.
PORTAL NO AR E TRIBUNA DO NORTE

2 comentários:

  1. Para que mudar as pessoas, se as condições são as mesmas!!!!?Mudar comando é muito pouco.......

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  2. Para que mudar as pessoas, se as condições são as mesmas? isso é muito pouco!!!!

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