CEARÁ: PLANO DE SEGURANÇA CIDADÃ PROMETE REDUZIR A VIOLÊNCIA

O desafio não é fácil: tentar reduzir os índices de violência e, assim, ter uma Fortaleza da paz. Com essa promessa, a gestão se prepara para a construção do Plano de Segurança Cidadã para o Município de Fortaleza, em articulação com o governo do Estado. Um Grupo de Trabalho acaba de ser formado e tem exatos 45 dias para achar soluções para o complexo problema urbano. Conforme o secretário de Segurança Cidadã, a ideia é mapear os pontos de maior violência e vulnerabilidades sociais e pensar alternativas. Conforme o decreto 13.095 de 14 de março, o GT será articulado pelo Instituto de Planejamento de Fortaleza (Iplanfor) e coordenado pela Secretaria de Segurança Cidadã de Fortaleza. Após o prazo, terão que apresentar proposta à Prefeitura, que em seguida será levada para o governo do Estado.

Integração

"As sugestões e conclusões do Grupo de Trabalho de que trata o artigo anterior, serão apresentadas e discutidas com os demais órgãos do poder público municipal que trabalham com ações transversais ao tema. Será uma ação transversal que irá trabalhar com várias temáticas. O problema da violência é macro, não é só com repressão", afirma Francisco Veras, atual secretário de Segurança Cidadã de Fortaleza.


As reuniões estão sendo semanais e acontecem todas as terças-feiras no Paço Municipal, às 15h. Não há definições muito claras ainda de como serão as ações. Mas, conforme Veras, a ideia do Plano é mapear os pontos de maior violência e vulnerabilidades sociais e pensar alternativas de enfrentamento interligados com várias matizes. Ele dá como exemplo a situação em bairros periféricos principalmente das Secretarias Executivas Regionais (SERs) I e IV. Lá os índices de homicídios são altas e em bairros como Aldeota em Meireles onde são comuns danos contra os patrimônios. "Vamos oferecer melhor estrutura de vida a fim de garantir mais paz social. Vamos achar os problemas e solucionar de forma integrando garantindo educação, saúde, lazer e moradia". Para o secretário o desafio de tentar reduzir a violência não é nada fácil, mas deve ser visto com otimismo e abraçado com muita competência. "Vamos tentar atender a cidade como um todo. Junto com a parceria do governo do Estado, vamos pensar ações que envolvam vários setores do poder público", diz. Para ele, algumas mudanças nos bairros podem até ser mais simples que se pensa, como a colocação de postes de iluminação para reduzir a insegurança.

Equipe
O Grupo de Trabalho será integrado pelos seguintes representantes: Eudoro Santana (Instituto de Planejamento de Fortaleza) que exercerá a Articulação com as demais Secretarias; Francisco Veras (Secretário de Segurança Cidadã) que exercerá a função de Coordenação do Grupo de Trabalho; Karlo Kardozo (Secretário de Direitos Humanos), Cláudio Gomes (Secretário de Trabalho e Combate à Fome); Jorge Laffite (Instituto de Planejamento de Fortaleza), Elcio Batista (Coordenador de Políticas de Juventude); Maria Juliana Sena (Coordenadora de Políticas Sobre Drogas); Tarcísio Pequeno (Coordenador de Ciência, Tecnologia e Inovação) e Plauto Roberto (Diretor da Guarda Municipal da Capital). Ainda conforme o decreto, funcionarão como consultores do Grupo de Trabalho: Flávio Ataliba (Presidente do Instituto de Pesquisa do Ceará - Ipece); José Raimundo Carvalho (Professor e Pesquisador da Universidade Federal do Ceará - UFC) e Moroni Torgan (ex-deputado federal e ex-secretário de Segurança do Ceará). Os membros do GT serão designados pelo prefeito de Fortaleza e não receberão nenhuma remuneração por isso.
DIÁRIO DO NORDESTE

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