ASSEMBLEIA LEGISLATIVA PROMOVE AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE SEGURANÇA


Na última quarta feira (05) a Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte realizou audiência pública para debater a Segurança Pública no RN. A audiência que teve cobertura da TV Assembleia foi uma proposição do Deputado Estadual Leonardo Nogueira (DEM). Estiveram presentes as representações dos trabalhadores de todos as categorias, sendo representados na mesa pela Dra. Renata Pimenta, agente da Polícia Civil e Vice-Presidente do SIMPOL. Ainda compuseram a mesa o Dr. Marcos Dionísio, Presidente do conselho Estadual de Direitos Humanos e representantes de todas as instituições de Segurança Pública. Na plateia sentiu-se a ausência dos praças da Polícia Militar, mas estiveram presentes muitos oficiais e os convocados da Policia Civil, Agentes Penitenciários e da Policia Militar. Durante toda a audiência os representantes das instituições apresentaram cansativamente relatórios de suas atividades e os objetivos para 2013. Nas apresentações ainda foram enfáticos em criticar o Governo anterior, apresentando os avanços e os investimentos realizados na gestão atual. O Comandante da Policia Militar apresentou seu relatório de forma exaustiva e detalhada apresentando todos as operações realizadas e quantitativos minuciosos de ocorrências e de investimentos. Apresentou uma instituição que não enfrenta nenhuma dificuldade e que vive momentos de ascensão e prosperidade. Embora tenha sido realista no tocante a necessidade de efetivo e necessidade de mais investimentos. Outro ponto alto na apresentação do Comandante foi o comprometimento público com a provação do plano de carreira para os praças, mais especificamente Cabos e Soldados, para o ano de 2013. Segundo ele é um compromisso do Governo esta aprovação em 2013 e lembrou que a matéria foi discutida junto com o subsídio e foi um compromisso firmado durante aquelas reivindicações. Tanto o Comandante da Polícia Militar, quanto o Secretário de Segurança Pública foram enfáticos em elogiar as representações dos trabalhadores da Polícia Militar nominando o Cabo Jeoás pela postura de diálogo, comprometimento com a democracia e responsabilidade nas reivindicações ocorridas desde o inicio do Governo. O Cabo Jeoás Santos em sua fala destacou o avanços do Governo e parabenizou o Comandante da Policia Militar, Cel Araújo, pela postura de diálogo e respeito as representações dos trabalhadores Policiais, mas pontuou as necessidades enfrentadas pela categoria no dia a dia e as reivindicações históricas esperadas pela categoria. “Já que a representação governamental tratou de divulgar os avanços e as melhorias, cabe a nós a missão chata e incomoda de apresentar as críticas” disse o Cabo Jeoás no inicio de sua fala. Representando a Associação Nacional dos Praças criticou a diminuição do orçamento do Estado e alertou que o aumento apresentado no orçamento 2013 para segurança pública, não se traduz em investimentos e estrutura, mas no acréscimo da folha com pessoal e isso tem acarretado enormes transtornos a Segurança, principalmente no interior do Estado, onde os policiais são reféns do poder executivo, legislativo e da iniciativa privada pois são quem mantém o policiamento pagando todas as despesas de instalação, manutenção, alimentação e combustível. O Cabo ainda criticou a estrutura e condições de trabalho, assim como a segurança dos policiais e destacou as recentes mortes de 12 companheiros em serviço ou em razão dele. O representante nacional dos praças ainda tratou sobre a falta de acompanhamento psicológico e psiquiátrico, denunciando a existência de apenas 01 psiquiatra para tratar de mais de 9 mil policiais e reivindicou a realização urgente de concurso para a área de saúde da PM já que existem vagas a serem preenchidas. O Cabo Jeoás ainda tratou da questão do efetivo, grande gargalo da nossa instituição, informando que existem vagas existentes a serem preenchidas tanto para soldado (quase 4 mil vagas) e lembrou da LUTA dos convocados, quanto para as graduações de Cabo (mais de 1300 vagas) e Sargentos (mais de 800 vagas). Pediu do Secretário um posicionamento concreto, já que desde o inicio do Governo tanto o Secretário quanto outros representantes afirmam que tem a necessidade, concordam com a convocação , mas não sai do discurso e enquanto isso os convocados enfrentam transtornos e dificuldades. Os convocados da PM apresentaram suas reivindicações e apresentaram um vídio da filha de um convocado apelando de forma emotiva para as dificuldades enfrentadas pelos pais, assim como da esperança da convocação, ao final do vídeo a criança pede a convocação as autoridades. A Vice-Presidente do SIMPOL, Renata Pimenta, foi enfática em discordar das apresentações institucionais, e lembrou que o mundo apresentado é diferente da realidade enfrentada pelos profissionais e denunciou que as delegacias que foram criadas não tem efetivo para assumi-las e que os profissionais passam por diversas dificuldades no dia a dia. O Presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos também criticou as apresentações, mas reconheceu os investimentos. Afirma que não se pode politizar a Segurança Pública, mas discutir e enfrentar os problemas. Exigiu do Governo posicionamento para a criação do Conselho Estadual de Segurança Pública, resolução da última Conferência Nacional de Segurança Pública a mais de 3 (três) anos. E ainda da convocação dos efetivos que estão aptos a trabalhar e atender as necessidades que são visíveis a todos. Lembrou ainda das mortes do profissionais de Segurança Pública denunciando que o nível no nosso Estado é percentualmente maior que nos grandes centros como São Paulo quando relacionados ao numero da população. O Deputado Fernando Mineiro (PT) foi o mais enfático quanto as críticas. Primeiro, criticou o Secretário de Segurança pela ausência nas audiências pública de sua propositura e deixou a entender que o Secretário não compareceu por ele ser de oposição. Depois disse que as apresentações pretendia pintar de cor de rosa uma realidade que se encontra diferente para a população. E fez diversas perguntas ao Secretário e ao comandante da PM, quanto as diárias operacionais, alimentação, dificuldades de policiamento no interior e efetivo e finalizou perguntando ao Comandante de não tinha mais a necessidade de efetivo, já que no final do Governo passado ele próprio reivindicou junto com Comandante pela contratação dos novos policiais “e quando o Governo atual a assumiu a necessidade acabou?” A audiência pública entrou pela noite e rendeu aos Convocados uma reunião com o Secretário de Segurança nesta terça feira (11) as 14h para tratar da convocação para exames médicos.
CABO JEOÁS

Um comentário:

  1. QUE PENA QUE UMA AUDIÊNCIA COMO ESSA, NÃO FOI AMPLAMENTE DIVULGADA, COMO ASSIM FORA FEITO, QUANDO DA DESNECESSIDADE DE AGLOMERAÇÃO DOS PRAÇAS, EM FRENTE A GOVERNADORIA, NA OCASIÃO DA ASSINATURA DO PROJETO DE LEI DO SUBSÍDIO, HAJA VISTA TUDO JÁ SE ENCONTRAR À ÉPOCA TUDO RESOLVIDO...EM QUE AS PRAÇAS FICARAM NO SOL ABRASADOR, POR VÁRIAS HORAS, DESNECESSARIAMENTE...AGORA SIM, SERIA VITAL UMA DEMONSTRAÇÃO DE COESÃO E FORÇA ENTRE AS PRAÇAS DO CORPORAÇÃO...

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