GOIÁS: CAPITÃ PROPÕE REGRAS PARA VISUAL DAS POLICIAIS MILITARES E CAUSA POLÊMICA


Uma proposta apresentada por uma capitã da Polícia Militar (PM) de Goiás está causando polêmica. Ela propõe limitar o visual das policiais do estado, estabelecendo regras para a cor e penteado do cabelo, cor e tamanho das unhas, uso de sapato alto e maquiagem. A proposta está em discussão na página oficial da PM e interessa a mais de 940 mulheres que são policiais militares em todo o estado. Segundo a proposta, o cabelo só poderá ser usado solto se for bem curto. Se for comprido, deve ficar preso em coque, só com redinha ou laço preto ou marrom. Para o modelo “rabo de cavalo”, os cabelos crespos, afros ou anelados devem ser trançados. Quanto à cor, ficariam proibidos, por exemplo, os loiros ou ruivos. As unhas devem ser curtas e não podem ser usadas certas cores de esmaltes, como amarelo, azul e roxo. A policial também não poderia usar maquiagem colorida ou salto alto, nem mesmo no serviço administrativo. Seriam autorizados no máximo dois anéis. Os brincos, só um de cada lado e não podem ultrapassar a pontinha da orelha. De acordo com a autora da proposta, a instrutora da academia da PM, capitã Ester Lacerda, o motivo para tantas regras tem por objetivo zelar pela imagem da corporação. “Toda empresa vende uma imagem. Com a polícia não é diferente. Essa imagem pode comprometer a receptividade de quem está sendo atendido se ela for uma imagem mal interpretada por uma má postura ou uma má apresentação”, justifica a policial.

Polêmica
Segundo a capitã, a proposta ainda pode receber modificações. E para virar regulamento, precisa da aprovação do comandante geral da PM. As policiais não deram entrevista opinando sobre o assunto. Mas na internet, na página criada para discutir o assunto e nas redes sociais o tema é polêmico. Há quem defenda a padronização, mas a maioria critica e acha que o visual não interfere no trabalho. De acordo com a assessoria de imprensa da PM, a página criada na internet para a discussão do assunto foi aberta exclusivamente para colher as opiniões das policiais militares e tem previsão de término no dia 16 de novembro. Para alguns, há assuntos mais importantes a serem discutidos. “Acho que, independente de ser policial, ela é uma mulher, principalmente. Não tem nada a ver usar maquiagem”, alega a aposentada Adeliane Alves Noronha. “Acho perda de tempo, pois existem coisas mais importantes que a Polícia Militar poderia estar discutindo”, acredita o empresário Urandir da Silva e Sousa.
G1

2 comentários:

  1. Isso mostra cada vez mais a tese de um Dep. federal que disse em uma audiencia pública que a ou o PM são SUB-CIDADÕES.

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  2. Nesse caso fica proíbido uma galega ingressar nas fileiras da PM/GO, ou para ingressar na referida corporação seria obrigado quem tem cabelos loiros e ruivos tingi-los de preto. Será realmente que uma policial que usa cabelos loires e ruivos não seriam capazes de desempenhar suas funções a altura.Fico na dúvida será que essa prática não se caracteriza racismo ou descriminação com a palavra os juristas.

    Porém no meu entendimento existe coisas urgente para as autoridades tomarem providências ao invés de ficarem se preocupando com cor de cabelos, salto alto, maquiagem e etc... O que a população precisa é de uma polícia mais atuante no combate a criminaludade, já que usar cabelos grandes, sejam loiros ou ruivos, usar salto alto e maquiagem não se caracteriza crime algum.

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