SARGENTO REGINA AFIRMA QUE AMANDA GURGEL TIROU SEUS VOTOS

A matéria a seguir foi publicada no DN Online.

A vereadora Sgt. Regina (PDT) apontou cinco motivos para a frustrada tentativa de reeleição. A parlamentar ficou apenas em 66º lugar, com 1328 votos. A votação expressiva da professora Amanda Gurgel, o aumento do efetivo policial no interior, a divisão de votos da categoria em diferentes candidatos, e o apoio da prefeita Micarla de Sousa a candidaturas de lideranças de movimentos sociais até então engajados com a vereadora, minaram sua candidatura. Ela também se mostrou surpreendida com a votação do Cabo Jeoás e denunciou compra de votos ao preço de R$ 100 “a olhos vistos”.

DNOnline: Qual avaliação a senhora faz do resultado do pleito eleitoral?
Sargento Regina: Natal vive uma situação de catástrofe. A renovação na Câmara com uma boa representação da frente ampla de esquerda é uma resposta do natalense para esta palhaçada de governo. 

Mas a senhora era das poucas vozes de oposição e não foi reeleita.
Quando nos candidatamos tínhamos importante parcela de votos oriunda de partidos como PT, PSol e PSTU. Nossos votos sempre foram muito espalhados. Mas este ano esses partidos resolveram focar a campanha em seus candidatos. Robério (candidato a prefeito pelo PSol) disponibilizou seu tempo de propaganda eleitoral para pedir votos pra Amanda Gurgel. Eles se preocuparam com uma Câmara Municipal mais qualificada e isso é muito bom para Natal.

E agora, volta ao expediente na polícia?
Isso. Voltamos à profissão e continuamos a luta pela categoria.

O que você achou da votação do Cabo Jeoás?
Foi surpreendente, sobretudo pelo desgaste que ele sofreu na categoria quando quis esmagar nossa candidatura. Fizemos pesquisas internas dentro da categoria e sempre estivemos em primeiro lugar, ou seja, a candidatura dele não foi legitimada dentro da categoria (Cabo Jeoás obteve 1973 votos, ficando em 49º lugar). Acredito que nossa candidatura foi prejudicada pelo aumento do efetivo no interior do estado. Foram mais de dois mil. Afora a divisão de votos dentro da mesma categoria. Foram muitos policiais candidatos.

A senhora mantém pretensões políticas?
Sim, claro. Ganhar e perder faz parte da vida pública. Na nossa avaliação, perdemos em razão da votação expressiva de Amanda Gurgel, que retirou muito voto nosso. Outro motivo foi o apoio descarado da prefeita a lideranças de movimentos sociais; muitos em troca de cargos comissionados. E ainda a divisão da categoria. Também denunciei muitas vezes a compra de votos a cem ou cento e cinqüenta reais, a olhos vistos. Denunciamos e nada fizeram. Mas iremos voltar em breve.

4 comentários:

  1. Fica provado que a polícia militar é uma categoria forte e que está amadurecendo politicamente.Se não corresponder aos seus anseios ela exclui.
    A categoria merece respeito.
    Os apoiadores da candidatura e eleição da Regina foram todos desprezados,descartados,aqueles que deram o sangue;foram presos, não foram valorizados.
    É um mal que segue a muitos que quando chegam ao poder,esquecem das bases.Bem feito.Nada de Amanda!Foi a gloriosa que não se esqueceu da covardia.

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  2. não tem outras palavras que definam melhor,concordo plenamente...quem foi eleito e não corresponder vai ter a mesma resposta.

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  3. Essa mulher merece isso! Ela abandonou a classe policial militar para apoiar apenas os homossexuais achando que eles teriam mais votos e a reelegeriam.
    Tem que queimar, politicamente falando. Não existe essa de aumento de efetivo policial militar no interior, compra de voto ou mesmo que a Amanda Gurgel tenha tirado seus votos não! Apenas a categoria deu o troco de acordo com o que ela merecia. Será que se ela não tivesse feito tanta besteira como fez ela não teria sido reeleita? Ora, o policial pode estar no interior mas, tem os que aqui na capital ficam, tem os familiares e amigos. Isso foi apenas um reflexo do que ela plantou. Não vivemos mais aquela polícia que muitos ainda acham que podem manipular mo mesmo dar um docinho que ela fica feliz...

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  4. Parabéns ao comentário do colega Hildebran, é isso mesmo que pensamos. Houve uma traição sim, mas por parte da sra Regina que só fazia propostas ( e olhe que bem fraquinhas ), pra defender o movimento gay e lésbico, sendo que nem mesmo eles a apoiaram.
    Em Mossoró, a segunda maior cidade do Estado, um simples soldado, sem recursos de campanha e ainda tendo que travar disputas internas, obteve uma expressiva votação, mas isso não foi por acaso. Lá, foi reconhecido um representante que não fica apenas atrás de blogs, que foi perseguido por denunciar abusos de oficiais, e que não se vendeu pra obter apoio político. Fica a lição D Regina... Ingratidão é igual a chifre: A GENTE NUNCA ESQUECE!!!!

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