ABORDAGEM DIRETA CONSEGUE RECUPERAR ATÉ 50% DOS USUÁRIOS DE CRACK


O difícil trabalho de recuperação dos usuários de crack começa no contato diário e direto com os agentes sociais. A experiência acumulada nos últimos três anos nas comunidades de Manguinhos e Jacarezinho, no Rio de Janeiro, demonstra que a chamada busca ativa dos dependentes da droga pode ser o caminho mais promissor para a reinserção social. A assistente social Conceição Monteiro, da Secretaria Municipal de Assistência Social, percorre os becos e vielas das comunidades em busca dos dependentes, juntamente com outros especialistas de sua equipe, incluindo psicólogos e agentes de educação. “Temos um retorno [positivo] de 50%. E para esses que não são alcançados, há um trabalho todo de retomada. A gente não desiste daquele usuário. Mas a metade nós conseguimos êxito. Isso significa que a pessoa conseguiu o tratamento, está no mercado de trabalho, foi reinserida na família”. De acordo com Conceição, é justamente a reconstrução dos laços familiares o fator que garante maior eficácia na recuperação. “Essa é a etapa principal do nosso trabalho. Porque o resgate do vínculo familiar causa muito êxito no atendimento. Com a família estando ali, em conjunto a gente consegue retomar esse usuário. Quando não há esse vínculo, a gente faz outro trabalho, mas é mais demorado”. O tempo de recuperação de um usuário de crack vai depender do estágio em que ele se encontra e geralmente demanda muita persistência. “Há pessoas que estão há pouco tempo naquela situação, então o tratamento é um pouco mais rápido. Outras já estão em uma reincidência grande de tratamento e de reinternação. Na primeira abordagem, às vezes a pessoa nem conversa e corre”.
DN ONLINE

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