TAXA DE HOMICÍDIOS EM NATAL AUMENTOU QUASE 1000% NA ÚLTIMA DÉCADA

Os números apontados pelo Mapa da Violência 2012 - Crianças e Adolescentes do Brasil, realizado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO), expõem um verdadeiro descaso dos Poderes Públicos com nossas crianças e adolescentes. Enquanto capitais populosas como Rio de Janeiro e São Paulo investiram na redução da taxa de homicídio, Natal aumentou a sua em quase 1000%, na última década.

E ainda que em números absolutos o RN não apresente uma estatística tão alarmante quanto à de outros Estados da Federação, 138 contra 1.172 na Bahia, por exemplo, quando todos são equiparados percentualmente em número de homicídios para cada 100 mil habitantes, o RN assume a vice-liderança no ranking nacional em crescimento da taxa na última década.

Mas os dados divulgados esta semana pelo Flacso não causaram surpresa aos especialistas. O Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Segurança Pública (Sinpol) emitiu Nota a imprensa ratificando o alerta feito através ofício a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Sesed) sobre a falsa interiorização da Polícia Civil e da necessidade de se convocar novos policiais.

Para o sindicato a transferência de policiais da capital para o interior do Estado, numa tentativa de atender uma demanda crescente, principalmente na Região do Alto Oeste, apenas agravou os problemas de Natal, que segundo o Mapa da Violência, aumentou assustadoramente seus números.

Interiorização que é, inclusive, outra tendência apontada no Mapa. Dentre os 100 municípios do Brasil com maiores taxas de homicídios, Mossoró aparece 10 posições a frente de Natal, únicos representantes do RN na tabela.


Para policiais e especialistas da capital potiguar, a alavancagem dos números está relacionada ao avanço do tráfico de drogas e a sensação de impunidade tida pelos homicidas. Mesmo com o aumento absurdo do número de homicídios em Natal, a estrutura de combate ao crime não acompanhou nem de perto essa realidade, e o projeto de transformar a única delegacia especializada em homicídios em uma Divisão, nunca saiu do papel.

A solução, paliativa, encontrada pelo Governo ainda no mês de julho do ano passado foi pedir o apoio a Força Nacional para investigar mais de 1.000 homicídios que estavam “engavetados”, por falta de pessoal e logística. Mas passado um ano, poucos foram os crimes esclarecidos.
FONTE: NOMINUTO.COM

Nenhum comentário:

Postar um comentário