SÃO PAULO: 2 POLICIAIS MILITARES SÃO MORTOS EM MENOS DE 48H NA CAPITAL

Em menos de 48 horas, dois policiais morreram e duas bases da PM de São Paulo foram atacadas por bandidos. As ações aconteceram em lugares diferentes. O último assassinato foi dentro de um supermercado lotado.

Por enquanto, o comando da Segurança Pública do Estado diz que não há ligação entre os casos. Mas, afirma que nenhuma linha de investigação será deixada de lado.

Três homens armados invadiram o supermercado, na Zona Sul, e encontraram o PM Paulo César Lopes Carvalho, de 40 anos, passando pelo caixa. Um deles disparou contra o policial, que ainda conseguiu reagir e atirar. Os dois morreram no hospital.

As imagens das câmeras de segurança não foram liberadas, mas, segundo a polícia, as gravações indicam que Paulo César foi vítima de uma emboscada.

Os funcionários contam que o mercado estava cheio quando os três suspeitos entraram por aquela porta. O policial estava sem a farda, tinha acabado de passar as compras pelo caixa. Empacotava os produtos, quando foi surpreendido pelos bandidos.

A arma do criminoso morto foi recolhida pela perícia. A do policial não foi encontrada. A polícia ouviu três funcionárias do mercado. Elas não quiseram gravar entrevista, mas disseram que os bandidos não anunciaram um assalto, apenas dispararam.

Houve mais violência contra a polícia de madrugada. Na Zona Leste, um PM ficou ferido depois de uma troca de tiros com quatro bandidos. Eles roubaram um carro e passaram atirando por uma base da Polícia Militar. As balas atingiram vários carros que estavam estacionados. Os suspeitos foram perseguidos e durante uma troca de tiros, um dos suspeitos morreu. Os outros conseguiram fugir.

Com o assassinato de Paulo César sobe para 34 o número de policiais militares mortos este ano no estado. Destes, 29 estavam de folga, apenas 5 em serviço.

Na noite de quarta-feira (20), um policial militar foi assassinado dentro de uma academia na Zona Leste. Três suspeitos dispararam 11 tiros. Oito acertaram o PM, que dava aulas de artes marciais.

“Vai fazer 20 anos que ele é polícia, mas uma pessoa muito tranquila. Mais era esportista do que polícia”, comenta Ricardo Dias, irmão da vítima.

Duas horas depois, a dois quilômetros da academia, uma base da Polícia Militar foi atingida por oito tiros. Ninguém se feriu.

A polícia civil e a corregedoria da PM investigam os casos.

“Não há nenhuma ligação com facção criminosa. Nós temos absoluta certeza disso”, afirma Antonio Ferreira Pinto, secretário de Segurança Pública de SP.

“Temos várias linhas de investigação, todas elas são consideradas, e a área de inteligência tem monitorado, tem mapeado qualquer conexão entre os vários crimes”, disse Roberval Ferreira França, comandante-geral da PM.

No mês passado, policiais da Rota - o grupo de elite da PM - mataram seis homens no estacionamento de um restaurante. O grupo tentaria libertar um criminoso.

BOM DIA BRASIL

4 comentários:

  1. se fosse um juiz um promotor estava a maior confusão. todos teriam carros blindados e em poucos momentos os elemtos seriam presos. quero v com os PMs.

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  2. companheiro, ninguém é por a gente: juiz , promotor, a sociedade e nem a própria policia. o exemplo estar no caso do PM que foi baleado pelo vereador "fulaninho" que nem se quer foi divulgado o nome do marginal representante do povo(?), o CMT fez o que? o que tem que ser feito é os praças se unirem e darem a resposta a altura, a esses marginais. Foda-se quem achar ruim.

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