DEFICIÊNCIA DA PSIQUIATRIA DA PM É DISCUTIDA EM REUNIÃO NO CENTRO CLÍNICO

Integrantes da diretoria da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar foram até o Centro Clínico da PM, na manhã desta quinta-feira (14), e participaram de uma reunião com a direção daquela unidade. O objetivo do encontro foi discutir a situação do setor de psiquiatria, que passa por problemas de estrutura e, recentemente, foi motivo de denúncias junto à ACS-PM.

Na semana passada, a Diretoria de Comunicação da Associação publicou um texto expondo as dificuldades para se marcar uma consulta e a indisponibilidade de dias para isso. Durante a reunião realizada nesta quinta, o diretor do Centro Clínico, o tenente-coronel Ricardo Santos, reconheceu as deficiências no setor. Ele explicou que a unidade conta com apenas um psiquiatra.

“Ele atende uma demanda muito grande e chega a desempenhar um trabalho sobre-humano. Além de realizar consultar aqui em Natal, viaja para Mossoró, Pau dos Ferros e Nova Cruz. Quando ele está em alguns desses municípios, a capital acaba ficando descoberta”, destaca o oficial. Além disso, tenente-coronel Ricardo destaca que assim como todos os outros servidores do estado, o médico-psiquiatra do Centro Clínico da PM também dispõe do direito de tirar licença e férias, no entanto, não existe substituto.

Os integrantes da ACS-PM que participaram do encontro foram: o presidente da entidade, Soldado Roberto Campos, o coordenador de Direitos Humanos, Cabo Jeoás Nascimento, e o Diretor de Comunicação, cabo Marcos Teixeira. Os três cobraram melhorias, mas reconhecem que o problema passa por gestão pública, resultando na carência de pessoal para o desempenho das funções médicas.

“Consideramos uma afronta aos direitos humanos dos militares a forma como a saúde está sendo tratada. Mas, segundo a diretoria, tudo isso se dá por falta de efetivo, principalmente, no caso da psiquiatria. Esperamos que o Governo do Estado possa reconhecer esse problema e tratá-lo de forma urgente. Destacamos não só a importância do atendimento clínico, que é quando o policial já está doente, mas também da prevenção feita através de acompanhamento no dia a dia. Se o Governo tiver a postura de valorizar os policiais, ele vai abrir concursos”, comenta o cabo Jeoás Nascimento.

O presidente da Associação dos Cabos e Soldados frisou que reuniões como essa realizada nesta quinta-feira permite a entidade acompanhar de perto a situação do quadro de saúde, bem como apresentar sugestões de melhorias. “A partir do momento que vemos a situação de perto, podemos fazer um apelo ao Governo do Estado para que ele agilize as melhorias nesse setor médico. Para se ter uma ideia, hoje, se fosse realizado um concurso público a quantidade de vagas já estariam obsoletas”.

Soldado Roberto afirma ainda que a estrutura física da Diretoria de Saúde da Polícia Militar tem melhorado, mas a contratação de pessoal precisa acompanhar essa evolução. Agora, a Associação de Cabos e Soldados da PM deverá se reunir com a Junta Médica, tendo em vista que esse setor também vem sendo alvo de várias reclamações por parte da corporação.

ACSPM/RN

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