PRESÍDIO DE PARNAMIRIM: FOCO NA RESSOCIALIZAÇÃO

As unidades prisionais do Rio Grande do Norte estão longe de ser modelos de segurança para a população e de garantia de direitos para os apenados. O início do ano de 2012 foi acompanhado de um crise no Sistema Prisional do Estado, com sucessivas fugas e problemas em estrutura e no reduzido efetivo de agentes penitenciários. Em meio ao descaso do Estado com a situação que se agrava a cada dia, iniciativas isoladas de diretores na Grande Natal garantem o mínimo de dignidade aos detentos e traz mais segurança para o cidadão. Um desses casos ocorre no Presídio Estadual de Parnamirim (PEP), na Região Metropolitana. Apesar da superlotação da unidade, a administração do agente penitenciário Robson Gomes se destaca e chamou a atenção da Coordenadoria da Administração Penitenciária (Coape) e do próprio titular da Secretaria de Justiça e Cidadania, Fábio Luís Monte de Hollanda.

"É uma das unidades que me sinto mais tranqüilo. O PEP demanda menos da minha preocupação", disse o coordenador da administração penitenciária, coronel Severino Reis. A equipe de reportagem da TRIBUNA DO NORTE esteve no PEP durante a tarde de ontem e pôde perceber a diferença em meio a Centros de Detenção Provisória (CDPs) abandonados e a Penitenciária de Alcaçuz com problemas crônicos. No PEP, são desenvolvidas atividades que visam a ressocialização dos apenados e conta também com estruturas médicas e odontológicas.

Dentro da sala de atendimento odontológico, o apenado Sidcley Rufino, 34 anos, conversou sobre a experiência de poder contribuir nos serviços do presídio. O homem foi condenado a 13 anos por um homicídio que cometeu. Conhecido pelo bom comportamento, agora auxilia as equipes de médicos, enfermeiros e dentistas que atendem na unidade prisional. "Em toda a minha vida estou acostumado a trabalhar. Fico feliz em poder ajudar e ainda contribuir para a redução da minha pena", afirmou Sidcley, que é um dos mais 60 presos que participam de atividades dentro da unidade.

Há 11 meses à frente da direção da unidade, Robson Gomes registrou uma fuga. "Foi quando dois detentos escaparam, com suspeita de facilitação por parte dos agentes. As estruturas dos pavilhões aqui dificultam qualquer tentativa de cavar buracos ou túneis", informou. Outro problema relatado pelo diretor diz respeito ao fornecimento irregular de alimentos.

O PEP conta com um sistema com 12 câmeras de vigilância, que "facilita o trabalho dos agentes". A iniciativa da administração rendeu o convite do secretário Fábio Hollanda para que Robson assumisse a mais problemática das unidades potiguares: Alcaçuz. "Ele me convidou, mas não pude aceitar devido a outros compromissos que tenho. Passei o trabalho para o colega [agente penitenciário Cléber Torres Galindo]", disse Róbson.

TRIBUNA DO NORTE

Um comentário:

  1. O ESTADO NÃO ESTAR DANDO DIGNIDADE NEM AO POLICIAL MILITAR QUE FICA NA GUARITA DESSES PRESÍDIOS, O COITADO PRA NÃO MORRE DE SEDE ESTAR TENDO QUE COMPRAR ÁGUA, É UMA VERGONHA !

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