PEC 300 IRRITA FORÇAS ARMADAS

A retomada da movimentação para a votação da PEC 300, que prevê um piso salarial para as Polícias Militares, com consequente reajuste de seus vencimentos, será mais um ingrediente para aumentar a temperatura nas Forças Armadas. Os militares estão muito insatisfeitos com os seus salários e alertam que, em vários casos, seus rendimentos são inferiores aos das PMs, que são forças auxiliares das Forças Armadas. Por isso, reivindicam um reajuste de 47%.

A comparação mostra que um coronel da PM de Sergipe, por exemplo, ganha R$ 17,2mil e o do Distrito Federal, R$ 16,3 mil, ao passo que um coronel do Exército recebe R$13mil. Enquanto um general de Exército, último posto da carreira militar, com 45 anos de serviço, recebe R$ 18,8 mil, o salário médio no Banco Central é de R$ 17,4 mil, no Ministério Público é de R$19,5 mil , no Legislativo, é de R$13,9 mil e no Judiciário é de R$12,3 mil.

Logo que assumiu o cargo, o ministro da Defesa, Celso Amorim ouviu dos comandantes as queixas da categoria e relatos da pressão que estão sofrendo. Ainda no ano passado, depois de muitas discussões internamente nas três Forças, uma proposta foi encaminhada à Defesa, pedindo um reajuste salarial de 47%.

Os militares lembram que o último reajuste que receberam foi em 2008. O aumento foi distribuído em suaves parcelas, sendo a última paga em julho de 2010 - e já defasada.

Perdas. Vários estudos salariais circulam na tropa, quantificando perdas e trazendo comparações. Só de inflação, desde o último reajuste até o final do ano passado, os militares alegam que já perderam 18%.

Os Clubes Militares, que em muitos casos funcionam como a voz do pessoal da ativa - que não pode se pronunciar -, têm batido nesta tecla constantemente. De setembro para cá, o Clube Militar, que representa o Exército, já publicou quatro informes sobre a situação salarial da categoria. Os estudos, que podem ser lidos na página do Clube Militar na internet, mostram as diferenças salariais por enquadramento funcional.

ESTADÃO

3 comentários:

  1. mas um motivo para o fim di miltarismo nas policias. com as PMs é auxuliar das forças armadas com trabalhos toalmente diferente. como um advogado vai ser um auxliar do médico ou virce versa são atividades totalmente diferente mas tem qque ser só porque seguem o mesmo código civil tem nada haver. as forças armadas o plano de carreira e as condições de trabalha são seguidos a risca ja na PM é um desastre total o governo da um abandono total. se fosse aplicar o militarismo na PM como é nas forças armadas as viaturas nem saiam do lugar com tanto burocracia e pedido de permição. na policia a sociedade que agilidade para o seu conflito. para auxiliar um dentista a enfermeira não pode tem que ser um auxiliar odontologico com curso especifico. por isso a PM na pratica não é auxilar das forçãs armadas. só temos uma item em comum que é o militarismo que na realidade só atrapalha nas policias segundo diversos estudos e pesquisa. não estou falando do respeito e dos cumprimentos das ordens onde em todas as instituições tem deve ter para o seu bom funcionamento. ex a PRF não é militarizada é uma Policia administrativa e tem grande respeito na sociedade. e falando de força auxiliar a PM poderia ser auxiliar da PF da PRF por que relamente fazemos o mesmo trabalho que é combatendo o crime e fiscalizando o transito. é muito engraçado a Pec 300 dizem que inscontitucional porque os estados não podem equipara os salários de policiais militares e bombeiros com os de outros Estados. mas uma força esatadual pode ser auxiliar de uma força Fedreal. quando quer pode tudo e quando não quer não pode nada. policia é policia e militar é militar.

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  2. Interessante, agora todos podem reclamar, se fosse a PM diriam que já se trata de principio de motim.

    Amigos, após anos e anos de desrespeito, de ser o bode expiatório de politicos corruptos, espero que as Armas se conscientizem de seu papel assim como a PM.

    A maioria de nóssomos uma espécie de reserva moral dessa sociedade corrompida, mas que não fazemos valer o nosso real valor e nos deixamos submeter ao jogo de interesses.

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  3. A PEC300 é inconstitucional e jamais será aprovada pelo congresso nacional. Ainda que fosse um dia aprovada, ela não seria cumprida por aluns governadores que são radicalmente contra, como por exemplo : Geraldo Alckimin, de São Paulo, Sergio Cabral do Rio de janeiro, Jaques Wagner da Bahia, José Anastsia de Minas gerais e muitos outros, inclusive da nossa Rosalba Ciarlini que já se posicionou contra a sua aprovação. Todos esses governadores já afirmaram que entrarão com um recurso junto ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL,com uma ADI ( AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE ) e portanto seria inútil a sua aprovação, já que os governadores não iriam cumpri-la na sua íntegra, então seria como "ganhar e não levar"

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