A VOLTA DOS “ANOS DE CHUMBO”

Por Sd Glaucia, via Portal BO

Há 47 anos o Brasil assistia às perseguições políticas e até mortes de membros da sociedade que não aceitavam o Regime Militar. A onda de protestos era combatida com os órgãos de repressão, que espancavam, feriam, torturavam, prendiam e até matavam quem eram contra o Regime.

A onda de greve das Polícias Militares trouxe de volta um certo resquício da Ditadura Militar, onde protestantes são presos e ameaçados a serem excluídos por reivindicarem melhorias salariais. O Governo Federal e até os Estaduais chegaram ao extremo de encaminharem os defensores da Ordem Pública para presídios de segurança máxima.

Todas as medidas tomadas pelos Governantes lembram, e muito, as atitudes realizadas durante o período que envergonhou o país. Exército nas ruas, atos que aceleram o processo de exclusão de manifestantes, o chamado AI-5 do Governo do Rio de Janeiro, pode ser comparado às medidas repressivas do período da Ditadura Militar.

O atual cenário das Polícias Militares do Brasil provoca a reflexão sobre se realmente o país vive em um período de democracia, ou se na verdade falamos de uma falsa democracia. Ora, se formos analisar, trabalhadores entram em greve, e logo a greve é decretada ilegal, mesmo quando o direito de greve é previsto na Constituição Federal. É verdade que os policiais militares não podem fazer greve, mas e os demais trabalhadores?!

Talvez um dia possamos fazer parte do Projeto Memórias Reveladas, já que o projeto surgiu como maneira de combater os crimes praticados durante a Ditadura Militar. No entanto, ainda lembremos de um dos muitos slogans ufanistas utilizados pelo Governo Federal durante o Regime Político que vigorou entre 1º de abril de 1964 e 15 de março de 1985: “Este é um País que vai para frente”. Contudo, pelos rumos que vamos, estamos voltando ao passado.

Um comentário:

  1. Os comandantes da nossa corporação fazem questão de enfatizar que nós, policiais, fazemos parte de uma classe "ESPECIAL" do funcionalismo público estadual.

    Ser especial apenas para conservar atos de uma época que o Brasil tenta esquecer não parece coerente. Ser especial para lembrar que a democracia alcançada após tantas atrocidades e que hoje é o orgulho da população não é aplicada na prática e vivemos, como bem escrito no texto, em uma falsa democracia, não condiz com o avanço social do país.

    A desmilitarização se faz cada vez mais necessária pois o regime militar ou qualquer outro sistema do funcionalismo público não pode se sobrepor a constituição.

    Assim, diante da regressão que vai de encontro a politica de crescimento que coloca atualmente o Brasil como a 6ª potência mundial, devemos conscientizar, com inteligência, a população e os governates, estes devem estar sob pressão, para que vivamos em uma verdadeira democracia.

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