RIO DE JANEIRO: MANUTENÇÃO DA GREVE DE POLICIAIS E BOMBEIROS SERÁ DECIDIDA NESTA SEGUNDA

COPACABANA
Bombeiros e policiais militares e parte dos policiais civis vão permanecer em greve pelo menos até a próxima segunda-feira (13). Durante uma manifestação pela libertação dos líderes do movimento grevista presos, na praia de Copacabana, neste domingo (12), ficou decidido que uma nova assembleia vai definir se a paralisação será mantida ou suspensa.

Cerca de 400 pessoas se reuniram com camisetas, faixas e cartazes em protesto pelas prisões dos militares e pena manutenção deles no presídio de Bangu 1, na zona oeste, e não em unidades prisionais militares. Uma das representantes do movimento, Cristiane Daciolo disse que o marido, o cabo Benevenuto Daciolo, principal líder dos bombeiros grevistas, está sem comer há cinco dias.

- Ele está em uma cela de quatro metros quadrados, sem comer desde que foi preso, apenas bebe água porque está angustiado. Ele é um homem de bem e foi preso de forma arbitrária. O movimento foi enfraquecido, mas nós não vamos parar.

Cristiane disse que na próxima terça-feira (14) vai se reunir, em Brasília, com a comissão de Segurança Pública da câmara dos deputados para tentar um encontro com a presidente Dilma Roussef para pedir anistia aos militares presos, além da transferência para presídios militares.

Para o ex-deputado federal Babá (Psol), a prisão dos líderes provocou um terror nas categorias e, por isso, o número de manifestantes no protesto foi considerado baixo. A deputada estadual Janira Rocha (Psol), que foi flagrada em interceptação telefônica conversando com Daciolo sobre a greve no Rio e na Bahia mantém a mesma opinião.

- Houve uma operação desmonte. Houve a criminalização dos grevistas, grampo telefônico fraudulento e uma pressão política dentro dos quartéis. O número de presos também não bate com o que tem sido divulgado oficialmente. Temos informações de mais de 800 presos. Estão colocando uma tampa em uma panela de pressão que vai explodir a qualquer momento.

O sargento Paulo Edson Nascimento, que teve a prisão temporária decretada disse que iria se apresentar no quartel de Nova Iguaçu assim que a manifestação terminasse. Ele estava acompanhado da mulher e dos filhos.

- Eu não tenho porque fugir, mas a minha missão era estar aqui hoje.

R7

Nenhum comentário:

Postar um comentário