PMRN: CABO JEOÁS É CONSIDERADO FORAGIDO E PODE VIR A SER DESERTOR

O presidente da Associação dos Cabos e Soldados do Rio Grande do Norte, cabo Jeoás Nascimento dos Santos, não se apresentou à Polícia Militar após a expedição do mandado de prisão contra ele, na noite da segunda-feira (6). Depois de cumprir normalmente a rotina de trabalho até o fim da tarde da segunda-feira, Jeoás Nascimento recebeu a notícia de que a Polícia Militar havia recebido o mandado para sua prisão. O próprio cabo chegou a informar que estava à disposição da Justiça e que iria se apresentar à Polícia Militar, o que não ocorreu. Até a noite de ontem, o presidente da ACS/RN era considerado foragido e a ordem da Polícia Militar era para que o policial que o encontrasse efetuasse a prisão.

Vice-presidente da Associação Nacional de Praças (Anaspra), Jeoás Nascimento estava em Salvador para participar das negociações acerca da greve dos policiais militares da Bahia. O policial potiguar chegou a participar do acampamento dos policiais grevistas em frente à Assembleia Legislativa da Bahia e, após ação do Ministério Público, teve a prisão preventiva decretada pela juíza Janete Fadul, da Bahia. Ele e mais 11 líderes de organizações representativas da Polícia Militar são acusados de formação de quadrilha e roubo de patrimônio público (carros da corporação), por isso tiveram as prisões decretadas. No entanto, até a noite de ontem, apenas dois acusados haviam sido presos: Alvin dos Santos Silva e Elias Alves de Santana.

De acordo com o comandante da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, coronel Francisco Canindé de Araújo Silva, o cabo Jeoás Nascimento é considerado foragido e a partir de ontem já estavam configurados a ausência e possível abandono do serviço público. Segundo o comandante, o PM será considerado desertor a partir do 8º dia, caso não se apresente, e os salários serão suspensos imediatamente, além do PM incorrer em outro crime que fará com que ele seja preso imediatamente. "Estamos apenas cumprindo uma decisão do Tribunal de Justiça da Bahia. Todo o processo é referente a ações que ocorreram lá. Os advogados foram citados e ele está ciente do que pode ocorrer", explicou o comandante da Polícia Militar potiguar. "Assim que ele se apresentar ou for preso, será notificado dos direitos e vamos comunicar imediatamente à juíza da Bahia. Em seguida, daremos cumprimento ao que determina o mandado, que é o encaminhamento do policial para o presídio de segurança máxima de Mato Grosso do Sul".

A assessoria jurídica da ACS/RN e das outras entidades nacionais que tiveram membros com a prisão decretada já está buscando a revogação dos mandados, o que ainda não havia ocorrido até a noite de ontem. Antes de ser considerado foragido, cabo Jeoás Nascimento disse que considerava o mandado de prisão exagerado e que, por ter permanecido na Bahia apenas entre os dias 31 de janeiro e 4 de fevereiro, o pedido de prisão havia perdido o objeto.

A Associação dos Cabos e Soldados do Rio Grande do Norte disse que não tinha informações sobre o paradeiro de Jeoás Nascimento. O telefone do policial também permaneceu desligado durante toda a terça-feira.

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