ATENDIMENTO DO CIOSP É INTERROMPIDO APÓS TREMORES EM PRÉDIO

O atendimento ao público por parte do pessoal do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) ficou interrompido por mais de quatro horas na manhã deste sábado (5) após uma série de tremores no prédio onde ele fica, no quartel do Comando Geral da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, no Tirol.

Por questão de hierarquia, os praças e oficiais da PM e de outros órgãos como Guarda Municipal e do Corpo de Bombeiros, lotados no Ciosp não queriam aparecer, mas confirmaram que em uma semana ocorreram três tremores, o primeiro no dia 28 de outubro, outro em 1º de novembro e às 6h10 deste sábado.

O comandante da PM, coronel Francisco Canindé de Araújo, não quis se pronunciar sobre o assunto porque, embora o Ciosp esteja sediado no QG da corporação por questão operacional, é uma unidade subordinada à Secretaria Estadual de Segurança Pública e Defesa Social (Sesed).


Araújo Silva afirmou, porém, que o que está ocorrendo "deve-se a acomodação do terreno" por causa das obras que são realizadas e já se arrastam há algum tempo na Cidade da Criança.

As obras na antiga Lagoa de Manoel Felipe e por onde são escoadas águas para o Canal do Baldo, tinham comprometido, anteriormente, a estrutura do prédio onde funcionava a Banda de Música da Polícia Militar, a ponto de ruir uma parte das paredes.

O secretário-adjunto de Segurança Pública e Defesa Social, Clidenor da Silva Júnior, informou que na tarde deste sábado engenheiros do Conselho Regional de Arquitetura, Engenharia e Agronomia (Crea-RN) vão ao Ciosp averiguar se os tremores estariam relacionados às obras da Cidade da Criança.

"O terreno lá é muito arenoso e se acomoda rapidamente", disse ele, que dependendo do relatório do Crea cogita de pedir a interrupção das obras ao lado do QG da PM.

Alguns servidores do Ciosp diziam que existem rachaduras no prédio, mas o coordenador do Ciosp, major Carlos Cléber Macedo, disse que algumas rachaduras já existiam antes e que elas são do revestimento da parede, justamente na fissuras tecnicamente previstas para a dilatação da estrutura ocasionada pela temperatura.

A TRIBUNA DO NORTE não teve acesso à área interna do prédio, mas alguns funcionários do Ciosp afirmavam que em alguns pontos os ferros estão à mostra.

"A gente não pode prestar um serviço de segurança, correndo também risco de segurança", chegou a dizer um praça, a respeito dos tremores que ocorrem nos horários noturnos e vespertino.

O tenente do Corpo de Bombeiros Carlos Henrique da Silva Oliveira este no Ciosp e a informação preliminar, que ele tinha pela manhã, era de que o tremor das 6h10 foi provocado por uma máquina compactadora que estava trabalhando nas obras da Cidade da Criança.

TRIBUNA DO NORTE

2 comentários:

  1. Quero informar que trabalho no Ciosp, e vejo que a cada dia o prédio treme e consequentemente as rachaduras aumentam cada vez mais.

    Outra coisa, trabalhei a noite inteira da Sexta para o Sábado e confesso que no horário entre às 06:00hs e 07:00hs da manhão não havia nenhuma máquina(trator) trabalhando na obra da Cidade da Criança.Ou seja, o que quero dizer com isso?
    É que o tenente do Corpo de Bombeiros fez uma afirmação sem fundamentos, pelo fato de afirmar que os tremores foi em virtude de uma máquina está trabalhando naquele horário(06:10hs).Coisa que não aconteceu.Até porque, se eu não me engano, o trabalho da obra inicia-se às 07:00hs.
    Nós que trabalhamos no Ciosp queremos uma atitude por parte dos administradorese não falta de transparência.Pois eles fazem maqueagem.Como por exemplo: constantemente colocam massa corrida nas rachaduras para que a imprensa não veja as rachaduras no prédio.
    Fica aí o apelo junto ao ministério público!!!.

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