SARGENTO REGINA MOSTRA SUAS ARMAS

A vereadora Sargento Regina (PDT) é candidata a reeleição. Eleita em 2008 com quase 5.500 votos, ela explica que sua candidatura nasceu da proposta de mostrar a Natal que o policial militar teria condições de exercer uma função no legislativo, representando a categoria e trabalhando para a cidade.

Como na prática a teoria é outra, a vereadora pondera que na Câmara Municipal, não tem como intervir diretamente nas leis relativas à condição do policial militar. Mesmo assim, reporta, fez audiências públicas sobre a categoria e as propostas de melhoria do trabalho da PM.

“Sempre estive ao lado da categoria” ressalta.

A tentativa do mandato da vereadora de expandir a atuação para a Assembleia Legislativa não deu certo em 2010. Ela disputou uma cadeira de deputada. Obteve 18 mil votos, desses, 8.888 foram de Natal. Comparando com os 5.498 votos para vereadora, vê isso como resultado de uma expansão de seu mandato na Câmara.

As acusações do presidente da Associação dos Cabos e Soldados da PM, cabo Jeoás, de que ela estaria se distanciando das causas para as quais foi eleita são equivocadas, contra-ataca Sargento Regina.

Ela mesma considera o ex-vereador e ex-deputado Sargento Siqueira uma decepção porque nunca esteve ao lado dos policiais.

“Faço uma proposta diferente da dele”, comenta ela, que passou 19 anos na PM. Entre as formas diferenciadas em prol dos PMs, Sargento Regina pontua que criou um grupo de policiais militares que a ajudam desde a construção de seu mandato até hoje.

Esse grupo atuou nas eleições para a Assembleia e entre eles, estava cabo Jeoás, que impôs sua ambição de ser candidato a deputado federal sem contar com o apoio das bases, explica Regina.

“A maneira dele (Jeoás) se reportar a mim é irresponsável”, retruca, ao afirmar que ele trabalhava e recebia de seu gabinete.

Sargento Regina, inconformada de ser acusada de distanciamento das lutas da categoria, enumera que sempre participou ativamente das causas em benefício dos policiais.

“Estivemos à frente em 2003 do movimento paredista. Em 2005 da luta pelo risco de vida, e no movimento paredista de 2006 e 2007, que culminou com a minha expulsão (da PM)”.

O caso da expulsão está no Supremo Tribunal Federal, apesar de a Justiça estadual tê-la inocentado das acusações de abuso de poder enquanto era líder de classe.

Em 2009, continua, foi para as ruas mostrar à população a importância de aprovação da lei 273/2004, que trata de verticalização da carreira dos policiais.

“Em nenhum momento saí do movimento”, diz Sargento Regina, que não concorda com as negociações presididas por cabo Jeoás.

“Governo nenhum negocia com categoria trabalhando”, manda o recado.

Também discorda da utilização de oficiais para intermediar as propostas de aumento dos salários junto ao governo e comando da polícia como acusa Santos de fazer.

“Sou a favor da tolerância, mas quem tem que negociar não são os oficiais, é a categoria. Mesmo assim, estaremos ao lado dos policiais, independente dos rumos do movimento”, destaca ela no plural.

Por Silvio Andrade, Novo Jornal

5 comentários:

  1. Sgt. Regina não tem que provar nada pra ninguém, ela devende a categoria todo os dias na camara municipal e não faz mais pq é vereadora de oposição.

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  2. Me adimiro muito Cb Jeóas criticar Sgt Regina, o que é que ele faz pelos PMs além de enrolar os mesmos?

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  3. Irmãos de farda,
    Agente não precisa tratar mal os colegas que se elegeram nas candidaturas passadas, por que fomos nós que os elegemos, Os vereadores que não quis ou de alguma forma pode fazer nada por nós e pela corporação, PERDERAM a OPORTUNIDADE de se candidatar outra vez com os nossos votos; vamos votar em outro Candidato até agente Acertar.

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  4. 8º BPM, Até hoje nao vi uma pessoa mais dedicada a classe do que a Sgt Regina, se alguem estar errado nesta historia com certeza nao deve ser ela. Darei meu apoio sempre que necessario ou até que me provem o contrario sobre ela.
    sem +

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  5. Nestes últimos anmos houve sim um distanciamento da vereadora da categoria ,ficar só na câmara é como outro político qualquer.Tem que está presente nas lutas.Digam-me quantas vezes ela foi vista em um batalhão da polícia,se participou de alguma ação depois de eleita,quem eu tenho visto constantemente é o Cb jeoás,reivindicando e defendendo ,orientando os praças.Regina se assemelha a um político qualquer,não precisamos de um qualquer ,e sim, de um verdadeiro representante.Tem que ter continuidade mesmo depois de eleito,o que não acontece com todos os representantes que a categoria elegeu.

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