CATEGORIA EM PÉ DE GUERRA

A política partidária tem prejudicado a categoria da forma como vem sendo conduzida nos últimos anos, mesmo assim, ela é necessária e precisa de candidatos próprios, defende o presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos Policiais Militares e Bombeiros Militares do RN, sargento Eliabe.

Os problemas apontados por sargento Eliabe dizem respeito, principalmente, às candidaturas a cargos políticos por representantes da categoria que se desentenderam.

Este foi o caso do ex-presidente da Associação, subtenente Júlio Ribeiro, que não foi eleito e, também, não concordou com a atuação do Sargento Siqueira, um dos implicados na Operação Impacto, que investiga o ex-vereador acusado de receber propina de empresários na votação do Plano Diretor de Natal em 2007.

Siqueira teria participado de manobra política ao assumir a suplência do deputado estadual Gilson Moura (PV) no ano passado. A tentativa seria atrasar as investigações da Operação Impacto diante da prerrogativa do foro privilegiado da condição de deputado. Este ano, ele assumiu como secretário adjunto da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) nomeado pela prefeita Micarla de Sousa.

“Siqueira não correspondeu aos anseios dos policiais. Foi eleito pela categoria mas transformou seu mandato em um projeto individual. Abandonou as lutas”, afirma sargento Eliabe.

Os sargentos, Siqueira e Regina, desafinaram nos discursos e foram cada um para seu lado. A sucessora dos militares na Câmara entrou em choque com seu então aliado, o presidente da Associação dos Cabos e Soldados da PM, cabo Jeoás, por causa das linhas de execução do mandato da vereadora.

Para sargento Eliabe, Sargento Regina é uma legítima representante que conta com o apoio da categoria. Não faz mais porque somente a Assembleia Legislativa pode interferir diretamente nas reivindicações dos policiais militares como reajustes salariais e promoções. Regina foi atropelada pelas vaidades na disputa interna da PM, considera ele.

“Ela tem relevantes serviços prestados à categoria”, atesta ele. Apesar da Sargento ter uma visão diferente dos rumos nas negociações atuais do comando das associações, está sempre ao lado dos policiais. sargento Eliabe também acha que não é possível negociar com o comando da Polícia e com o Governo sem haver uma paralisação.

Por Silvio Andrade, Novo Jornal

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