PERSEGUIÇÕES CONTRA PRAÇAS, AGENTES E OUTROS INFERIORES HIERÁRQUICOS

Por Danillo Ferreira.

O policial falta a um serviço, e apresenta um atestado médico que aparentemente, ao seu chefe, parece não ter fundamento. Seu superior, “dando o troco” ao policial, emprega-o num posto de serviço “desprestigiado”. Um outro policial fala mal de seu comandante, que fica sabendo da fofoca, e resolve transferir o conversador para um município distante daquele em que reside. Um ocupante de cargo estratégico duma polícia é prestigiado por determinado governo, porém, assim que outro governo (de oposição ao anterior) assume, o gestor é designado a uma função menor, ou ao “corredor”.

Estes são alguns exemplos de práticas não raras de se ver em muitas polícias brasileiras, que envolvem questões profundas de ética profissional e respeito ao próximo. São algumas das manipulações existentes no rol das punições veladas que, creio, devem fazer parte também de outras instituições públicas e até mesmo privadas.

Naturalmente, esses atos só podem se dar partindo do superior para o subordinado: daí o porquê da reclamação de praças das polícias militares e agentes das polícias civis contra a “perseguição” de oficiais e delegados, entendendo o termo “perseguição” como colocar contra um profissional um conjunto de práticas que apesar de serem legais, a princípio, são incômodas e geram insatisfação. Quanto menor o grau hierárquico do policial, proporcionalmente, maior a possibilidade de ser vítima deste tipo de ação.

Com a facilitação do acesso à justiça – algo impensável em tempos menos democráticos – essas práticas têm se tornado menos comuns, apesar de fazerem parte do imaginário e do temor de boa parte dos policiais brasileiros (quanto deste temor é responsável pela “docilização” das polícias?). Principalmente nas polícias militares, onde a ordem primeiro é cumprida para depois ser discutida, os prejuízos com essas punições podem ser enormes para o indivíduo, mesmo que sejam revertidas posteriormente.

É claro que não se pode atribuir a prática de uma arbitrariedade a um posto ou graduação, sem saber quem é seu ocupante. Como um soldado irá praticar um abuso administrativo com um outro soldado, se a ele não é dado atribuição e poder para tal? Mas suspeito que o soldado que consegue, por exemplo, cometer abusos com os cidadãos em seu dia-a-dia na rua tende a cometer abusos com outros soldados, se a ele for dado este poder.

Como evitar que estas práticas ocorram? Criando mecanismos de efetivo controle contra os desmandos dos superiores em relação a seus subordinados. Quanto mais objetividade se cobrar nos procedimentos, melhor. Além disso, e principalmente, é preciso deixar claro que esta não é uma prática admissível, em nenhuma instância, e provocar a reforma da cultura que permite tais procedimentos. A cobrança objetiva aliada ao entendimento subjetivo dos profissionais da corporação policial.

Abordagem Policial

5 comentários:

  1. O QUE EU VEJO E ACHO PROVAVEL QUE ACABE UM DIA, É O PODER DADO AOS OFICIAIS DA PM,ELES SE SENTEM DONOS DA VERDADE,COM ELES É ASSIM,SÃO POUCOS OS QUE NÃO PRATICAM ESSES ASÉDIO MORAL,O QUE FAZER? SINCERAMENTE NÃO SEI,TALVEZ MUDANDO O RDPM,COLOCANDO UM POUCO DE NOBRESA NA CONDIÇÃO DE SER UM PRAÇA.EU TENHO ORGULHO DE SER,UM DIA QUEM SABE COM ALGUNS OFICIAIS COM A MENTALIDADE VOLTADA PRA JUSTIÇA UM DIA ISSO ACABE.SENDO PRAÇA OU OFICIAL TODOS NÓS TEMOS DIGNIDADE,TODOS TEMOS FAMILIA E ELAS TEM ORGULHO DE NÓS TODOS, POIS TRABALHAMOS PARA ELAS.

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  2. O ato de fiscalizar ,deveria ser daqueles que se dizem representar as classes ,as associações e ou sindicatos,os Deputados de Classe,mas os mesmos só os fazem enquanto não angariam seus cargos ,e associações ate pescarem seus peixes,pois precisam manter a política da falsa e boa vizinhança para terem acesso a tropa e deixarem milhares de revistinhas de suas propagandas nos Batalhões,pois se o Praça ,perseguido e humilhado não bancar tais urubus e oportunistas,toda admiração e amor pela classe desaparece na hora.

    OU SEJA,É FÁCIL SE ENGAJAR EM UMA LUTA ,COMO O DA PEC300 ,NO INTUITO DE VISLUMBRAR A CRIAÇÃO DE UM NOVO PARTIDO,UM CARGO DE CONCHAVO POLÍTICO,NESSE PAÍS VOCÊ VALE QUANTO PESA!

    NINGUÉM FAZ NADA SE NÃO FOR VALER APENA!POR ISSO SOU CONTRA ACORDOS QUE GERAM O RABO PRESO,EXATAMENTE O QUE ESTÁ EMPREDINDO A VOTAÇÃO DA PEC300

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  3. As perseguições aos subordinados e o tráfico de influência só acaba um dia, se a PM for extinta do mundo.

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  4. só a desmilitarização das policias vai acabar com essa falta de vergonha.

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  5. NÃO GOSTARIA QUE FOSSE ASSIM MAIS ISTO JÁ SE TORNOU UM CANCER NO NOSSO MEIO USAR DE SUA SUPERIORIDADE PARA PREJUDICAR OS SEUS SUBORDINADOS.

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