POLÍCIA PAULISTA APOSENTA O "TRÊS-OITÃO"

Após quase 90 anos de serviços prestados à Polícia Militar de São Paulo, o "canela seca" aposentou-se das ruas. Também chamado pelos praças e oficiais como "três-oitão", o revólver calibre 38 deixou de ser usado oficialmente em janeiro passado.

O revólver deu lugar à pistola .40, uma arma de uso restrito --não é vendida para civis--, mais moderna e eficiente, afirma o comando da polícia.

Segundo o comandante-geral da PM, Álvaro Camilo, o novo armamento tem um maior poder de impacto contra o criminoso e, ao mesmo tempo, com menor risco de o projétil transfixar o alvo e acertar terceiros. 

 Fonte: Folha de São Paulo

2 comentários:

  1. Lembrança de morrer


    Quando em meu peito rebentar-se a fibra
    Que o espírito enlaça à dor vivente,
    Não derramem por mim nem uma lágrima
    Em pálpebra demente.

    E nem desfolhem na matéria impura
    A flor do vale que adormece ao vento:
    Não quero que uma nota de alegria
    Se cale por meu triste passamento.

    Eu deixo a vida como deixa o tédio
    Do deserto, o poento caminheiro
    — Como as horas de um longo pesadelo
    Que se desfaz ao dobre de um sineiro;

    Como o desterro de minh'alma errante,
    Onde fogo insensato a consumia:
    Só levo uma saudade — é desses tempos
    Que amorosa ilusão embelecia.

    Só levo uma saudade — é dessas sombras
    Que eu sentia velar nas noites minhas...
    De ti, ó minha mãe, pobre coitada
    Que por minha tristeza te definhas!

    De meu pai... de meus únicos amigos,
    Poucos — bem poucos — e que não zombavam
    Quando, em noite de febre endoudecido,
    Minhas pálidas crenças duvidavam.

    Se uma lágrima as pálpebras me inunda,
    Se um suspiro nos seios treme ainda
    É pela virgem que sonhei... que nunca
    Aos lábios me encostou a face linda!

    Só tu à mocidade sonhadora
    Do pálido poeta deste flores...
    Se viveu, foi por ti! e de esperança
    De na vida gozar de teus amores.

    Beijarei a verdade santa e nua,
    Verei cristalizar-se o sonho amigo....
    Ó minha virgem dos errantes sonhos,
    Filha do céu, eu vou amar contigo!

    Descansem o meu leito solitário
    Na floresta dos homens esquecida,
    À sombra de uma cruz, e escrevam nelas
    — Foi poeta — sonhou — e amou na vida.—(foi PM sonhou com a PEC e....)

    Sombras do vale, noites da montanha
    Que minh'alma cantou e amava tanto,
    Protegei o meu corpo abandonado,
    E no silêncio derramai-lhe canto!

    Mas quando preludia ave d'aurora
    E quando à meia-noite o céu repousa,
    Arvoredos do bosque, abri os ramos...
    Deixai a lua prantear-me a lousa!

    Álvares de Azevedo
    (1831-1852)

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  2. Parabéns a polícia paulista pela iniciativa, sabendo eu que exemplos como tal deve ser copiados por todas as corporações!

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