ARMA EM ALCAÇUZ É MISTÉRIO

Para o delegado Vicente Gomes, titular da delegacia de Nísia Floresta, "é praticamente impossível se saber" como o revólver calibre 38, usado no assassinato do ex-PM e detento Roberto Moura do Nascimento, ocorrido no último domingo, entrou na Penitenciária de Alcaçuz. O diretor da unidade priosional, Wellington Marques, por sua vez, assegura: "tenho a certeza absoluta que essa é uma questão de corrupção". Ele acrescenta ainda que sempre houve boatos da existência de armas dentro do presídio.


O delegado afirma já ter ouvido oito pessoas em depoimento, entre detentos e agentes penitenciários. Falta ainda ouvir o acusado, o detento Francisco Jackson de Oliveira Lucena, conhecido como "Jackson Bombado". "Mas acredito que ele não irá falar, uma vez que já manifestou o interesse de somente falar em juízo". Segundo Vicente Gomes, o depoimento de algumas testemunhas confirmam a versão de que o revólver estava com Roberto Moura, o "Bebeto", quando ele teria se encontrado com Jackson nos corredores de Alcaçuz. "Houve uma briga entre eles, o Jackson tomou a arma e efetuou os cinco disparos", disse o diretor.

Apesar dos depoimentos, Vicente Gomes alega que não há pistas de como a arma se encontrava com o detento dentro do presídio. "Ninguém sabe ou diz qualquer coisa. Pode ter sido algum agente penitenciário, policial militar ou visitante que tenha livre acesso. Mas é difícil de saber".

O diretor do presídio assegura que todas as visitas passam pelo portal detector de metal, inclusive líderes religiosos que fazem assistência no local. A máquina de raio-x existente na penitenciária está quebrada há cerca de quatro meses. Ela serve para fazer a revista nos alimentos que chegam aos prisioneiros. "Mas essa revista tem sido feita, mesmo manualmente".

Por esses motivos, Wellinton Marques acredita seguramente que a arma não entrou através de visitantes. "Todo sistema público é complicado, pois há corrupção. Não sei dizer quem faz isso. Se soubesse, já teria evitado", diz ele. O diretor da penitenciária afirma que as suspeitas de presença de armas em Alcaçuz vêm de longa data.

Fonte: Diário de Natal

Nenhum comentário:

Postar um comentário