PM’s DO AMAZONAS ATIRAM EM ADOLESCENTE

Não há corporativismo possível que aponte para uma defesa da atitude dos policiais do vídeo em destaque. Segundo o jornal “A Crítica”, trata-se de policiais militares da Força Tática do Amazonas, que ao abordar um menor de 14 anos chegaram a atirar três vezes, acertando no adolescente os tiros (de pistola calibre .40). Milagrosamente, o menor não morreu. Veja no vídeo os momentos dos disparos e das agressões cometidas pelos policiais.


As imagens obtidas com exclusividade pela Rede Calderaro de Comunicação mostram policiais militares da Força Tática, humilhando, agredindo e atirando contra um adolescente de 14 anos. O crime foi na madrugada do dia 17 de agosto de 2010, no final da rua 50, no bairro Amazonino Mendes, Zona Norte.


O vídeo foi feito por uma câmera de segurança particular e, há pouco mais de um mês, foi entregue à reportagem do acritica.com, que iniciou uma investigação compartilhada com a TV A Crítica.

A investigação chegou ao adolescente de 14 anos, que aparece no vídeo sendo acuado e baleado. Apesar de ter levado três tiros de pistola PT.40, ele sobreviveu, mas fugiu do bairro com a família por medo dos policiais.

As imagens e os dados obtidos na apuração foram entregues ao Ministério Público Estadual (MPE) e virou uma investigação coordenada pelo Centro de Apoio Operacional de Combate ao Crime Organizado (Cao-Crimo).

A família do adolescente ingressou no Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas (Provita) e deixaram o Amazonas.

Como aconteceu

Na madrugada de 17 de agosto de 2010, policiais militares da Força Tática (FT) se dirigem ao final da rua 50, no bairro Amazonino Mendes, Zona Norte de Manaus. Eles param as pessoas que passam pelo local, vasculham bueiros, invadem quintais, procuram algo. Toda a ação é filmada por uma câmera de vigilância.

De repente, um dos cinco PMs analisa minuciosamente uma arma, que é passada a outro policial. Surge um garoto de camisa vermelha e bermuda clara. Começa a sessão de violência e tortura psicológica.

O garoto tem um cordão e uma pulseira arrancada na marra, leva um soco, é cercado pelos policiais que sacam suas pistolas. Ele fica acuado entre o muro e os PMs. Uma arma é apontada para seu rosto. O menino empurra o cano do revólver e se encolhe com medo. Ele chora muito enquanto um dos soldados volta a mantê-lo na mira. O PM se aproxima, olha para os lados, aponta e atira.

O tiro de pistola PT.40 é à queima-roupa e atinge o menino na barriga. Ele tenta fugir da mira do PM, que o segue e atira novamente.

Mesmo baleado duas vezes o adolescente ainda se mantém de pé, atordoado. Quando o policial se preparava para dar um tiro de misericórdia, surge um outro PM que atira entre o soldado e o garoto ferido. Os dois policiais discutem, os cachorros da vizinhança latem, os moradores escondidos se esgueiram para assistir a cena.

Um terceiro tiro é dado e o adolescente é empurrado mais de cem metros até as viaturas 1667 e 1668 da FT estacionadas na rua 1. No caminho o garoto perde as forças e senta no meio da rua 50.

Ele é encaminhado ao Hospital e Pronto-Socorro Platão Araújo, a poucos metros dali, onde é internado.

No dia seguinte, A CRÍTICA vai ao local e apura a versão dos policiais. O sargento Hércules Duarte, subcomandante da Força Tática do CPA Norte, alega que o garoto era “soldado do tráfico” e que seus subordinados atiraram para se defender, pois haviam sido recebidos a tiros.

‘Milagre’

O adolescente de 14 anos sobreviveu aos três tiros e voltou para casa após dez dias de internação. “Meu filho teve parte do pulmão perfurado e passou por cirurgia. Foi um milagre não ter morrido”, lembrou a mãe dele. Com medo da polícia, a família se mudou.

“Possivelmente esse jovem deu muita sorte. Os tiros pareceram ter entrado na base do tórax em direção ao abdômen e devem ter lesionado estrutura de pouca importância, porque se pegam a veia cava ou aorta abdominal, possivelmente ele teria uma brutal hemorragia no mesmo instante e não chegaria a ser transportado vivo”, explicou o cirurgião e médico legista Mario Vianna.

Fonte: Abordagem Policial e acritica.uol

8 comentários:

  1. Com certeza o homem que atirou no menino não é digno de estar usando nem o nome, nem o uniforme da nossa gloriosa Polícia Militar. Pois deveria proteger vidas e não atirar em uma criança desarmada e que não estava oferecendo nenhum risco para o atirador ou para aqueles bandidos disfarçados de policiais. Atira-se é em bandidos e quando eles disparam contra nós.

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  2. Essa policial não deu a vida por nós mas deu a sua liberdade,um cidadão q filmou que ainda n foi vítima da violência ou se vendeu a uma emissora q pagou pelas imagens,sabem qual a punição dessa "criança" q assalta mata e estupra? nenhuma,a impunidade é que leva o policial a estes atos,o bandido é algo tão ruim e perverso q talvez tenha levado 2 tiros e saiu andando numa boa parece q não aconteceu nada,se fosse um praça levava um disparo na perna e falecia,não vale a pena bater nem matar por essa sociedade hipócrita , olha aí o que esse anti heroi recebeu uma filmagem feita pela sociedade e sua exclusão pela corporação.

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  3. Isso ai ja é crueldade, sei que é vagabundo, mais nao somos DEus para dicidir quem morre ou que vivi... enquanto a sociedade ver esse tipo de atitude numca vai apoiar nossas lutas por um salario digno.

    ass: andre

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  4. Isso é uma covardia guerreiros.Não hajam por emoções ou movidos pelo ódio.Hajam com profissionalismo.O adolescente não estava causando risco aos companheiros.Era só prendê-lo.Ainda mais menor.ECA neles!!

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  5. cabo, da pra ver no video que o PM que atirou no menino logo em seguida leva tiros do companheiro de farda, eu vi isso ou to ficando doido?

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  6. O cara devia ser um vagabundo, noiado ou até mesmo um aviãosinho ou olheiro do tráfico, agora execução se deixando levar pelo odio ou descontrole emocional, não da p aceitar.
    Eu creio q cada um de nós se não cuidarmos da nossa saúde mental poderemos estar fazendo o mesmo amanha.
    Só Deus p tirar todo o ódio e mágoa do coração do homem.

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  7. Seu "DECA DURABOLIN", a vida humana vale mais que ouro. Ore a Deus pra que um dia, um familiar seu, ou um filho, não seja confundido ou julgado por um PM assassino e corrupto na rua. Pois imagino que esse jovem tem família, que talvez nem saiba o que está acontecendo na vida dele. Não somos juízes pra decidir o destino de ninguém. Nosso trabalho é outro. Acho que vc nem profissional da segurança pública é. Tenho pena de vc. Que Deus ilumine teu caminho e te abençõe pra que nunca seja pego de surpresa em sua vida.

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  8. É Verdadeiramente uma covardia. Confiram o post do Sentinela, nos Críticos Intelectuais Reunidos:http://veritasunitatis.blogspot.com/2011/03/bandidos-fardados-uma-mancha-na.html

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