ACRE: COMANDO DA PM NOMEIA SOLDADO PARA SER CHEFE DA 5ª SEÇÃO

SD PM Raiele Barbosa
Um fato inédito na corporação policial militar. O comandante geral, José dos Reis Anastácio, nomeou na última semana, através da Portaria Nº 191/DRH/2011, o soldado Raiele Barbosa da Silva para ser chefe de uma seção estratégica da PM, a Assessoria de Comunicação, mais conhecida como PM-5, vinculada diretamente ao comando geral.

De acordo com o novo assessor de imprensa, que é formado em jornalismo pela Universidade Federal do Acre (UFAC), o comando está buscando valorizar os militares ressaltando o que eles podem ter melhor.


“Estou muito feliz com a nomeação. Sinto que estamos diante de um processo de meritocracia e uma nova postura no comando”, disse o assessor.

O cargo de chefe da Assessoria de Comunicação da PM, designado a oficial superior, depois que o hoje deputado Major Rocha assumiu e foi exonerado a pedido do governo em 2007, foi considerado pelos oficiais como um castigo. Diversos oficias se revezaram em poucos meses. O cargo ultimamente estava sendo exercido pela capitã Débora que está participando de um curso militar fora do Acre.

Insatisfação

A nomeação mexeu com os brios de alguns oficiais que estão no Quartel do Comando Geral (QCG). De acordo com informações colhidas no interior do quartel, pelo menos dois oficiais estão questionando severamente a decisão do comando. Ao que tudo indica, isso parece não está preocupando o soldado.

“Não tenho essas informações sobre conspirações. O que sei é que estou à disposição do comando para trabalhar. Quando o comandante achar por bem me tirar, ele o fará. Até lá, sigo trabalhando”, finalizou o novo chefe de imprensa.

Fonte: Blog dos Militares do Acre

3 comentários:

  1. Ninguém nomeia um auxiliar técnico judiciário para fazer as vezes de um juiz, ainda que aquele seja mestre ou doutor em direito. Perguntem a qualquer juiz se ele faria isto. A questão aqui não se trata de competência e sim de função. Existem pessoas formadas e que ao invés de procurarem cargos a sua altura, fazem um concurso para ASG, por exemplo, e quando entram, requerem mudança de função alegando que por serem formadas, não podem varrer a rua. Muitas vezes, devido a conveniências políticas, essas pessoas são relocadas e, quem perde com isso? A comunidade que ficará sem aquele funcionário na rua, enquanto quem de fato precisava estar ali, não está devido a concorrência desleal. Torno a dizer, a questão aqui não é a competência e sim, a função. O Sd deveria se esforçar ainda mais, chegar ao oficialato e, então, ocupar sua devida função, pois o cargo para o qual fez o concurso público está diretamente ligado às funções do serviço ostensivo, sendo, portanto, um a menos nas ruas em defesa da segurança do cidadão. Valorização não é isso. A valorização deve se dar sempre no contexto da atividade a que cada cargo está predisposto.

    ResponderExcluir
  2. Há muito tempo que algumas funções tem sido ocupadas por oficiais, mas não tem alcançado seus fins,tem servido apenas para garantir gratificações(verticalização).Observem de perto se funcionam.Neste caso é justificável a nomeação do sd.E por outra ótica o concurso não distingue se a função do PM será unicamente ostensiva,temos função meios.etc.Agora se a é privativa de oficiais,não sei.Há muito tempo tem sido.É uma novidade que só trará benefício à categoria. PARABENS PMACRE
    Imaginem se o sd se destacar, se for competente, se fizer jus ao cargo;que mudança!!
    Curiosidade, ele receberá gratificação pela função ou só ônus!! Será mais um tapa buraco com a ausência de oficiais! pode ser por conveniência,necessidade.Se for assim ninguém criticará!!

    ResponderExcluir
  3. Vivemos uma nova Idade Média?!
    Há quem diga que não.

    ResponderExcluir