POLICIAL É DEIXADA NUA E REVISTADA À FORÇA

O Jornal da Band mostra nesta sexta-feira um caso de humilhação, no qual delegados e policiais de São Paulo tiraram à força a roupa de uma colega, em busca de provas que supostamente a incriminariam. O fato aconteceu no 25° Distrito Policial em Parelheiros, zona sul de São Paulo.

A reportagem teve acesso com exclusividade a imagens gravadas pela corregedoria da polícia civil, que mostram um suposto caso de corrupção praticado por uma ex-escrivã. Segundo a denúncia, a policial teria recebido R$ 200 para ajudar um acusado a se livrar de um inquérito. A investigação transcorria normalmente até que o delegado Eduardo Henrique de Carvalho Filho, decide que a acusada seria revistada. Ela não se recusa, mas pede a presença de policiais femininas.


O pedido é feito nada menos do que 20 vezes em pouco mais de 12 minutos. Além do delegado Eduardo, está na sala o delegado Gustavo Henrique Gonçalves - que também é da corregedoria da Polícia Civil - e o delegado titular da delegacia, Renato Luiz Hergler Pinto, chefe da acusada.

Em vários momentos da gravação, feita pelos próprios policiais, a acusada pede a ajuda do chefe. No vídeo é possível identificar pelo menos seis homens e duas mulheres, todos agentes públicos.

Os policiais não se importam com a presença da câmera e mesmo sem a policial se recusar a ser revistada, ela é algemada a força e depois é despida.

As imagens foram feitas em 2009, mas foram mantidas em sigilo pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. A suspeita ainda não foi julgada, mas mesmo assim, foi expulsa da polícia civil. Para a corregedoria a ação dos envolvidos foi correta e moderada. Ninguém mais foi punido ou processado.

Agora, o Ministério Público está investigando a conduta dos policiais e já cobrou explicações da corregedora e do Secretário Estadual da Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto.

10 comentários:

  1. Que absurdo!Quero ver eles fazendo isto com uma mulher de traficante!tinha mulheres na sala que humilhação!abuso de autoridade.
    Não justifica se ela recebeu propina.Um não justifica o outro.Repito,tinha mulheres na sala e não estava causando retardamento.Era só se ausentarem e as PM,GM faziam o trabalho.Queria ver se fosse a mulher de uns deles ou parentes!
    Estes abusos não acontece só no sudeste não. Já houveram casos em que o setor de inteligência colocava saco,banho de água gelada para obter confissões!!

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  2. Vejam,ela não se recusa a ser revistada.Ela exige que seja despida por outras mulheres.
    Estou estarrecido,perplexo.Dá-me nojo,repulsa.Escarnecedores,incompetentes,raças de víboras.Agindo pela emoção.
    Amigos sejamos sinceros,para um homem já é constrangedor ter que mostrar suas partes íntimas,imaginem para uma mulher ter que mostrar só a homens. Que falta de profissionalismo!! Eles tinham várias opções ,mas escolheram a pior.

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  3. Outro detalhe:As mulheres que se encontravam na sala deveriam ter se manifestado para que elas quem efetuassem à revista,ou eles achavam que por ser mulher elas iriam encobrir o crime.Sentimentalismo.Que situação atípica!!

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  4. Sem adentrar no mérito das investigações, da qual não temos acesso, o caso apresentado no vídeo é de prisão em flagrante ilegal, uma vez que realizado contra norma constitucional.

    O art. 5º, Inciso x, da Constituição Federal estabelece que "são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação". Logo, os valores apreendidos como prova do suposto crime foram colhidas com violação a intimidade da policial, e de nada servem para justificar o flagrante.

    Isto porque, uma vez tendo sido colhida a prova com violação a intimidade da policial, a dita prova torna-se inconstitucional.

    Sendo a prova colhida ilegalmente (inconstitucionalmente, impossível é que o flagrante tenha qualquer validade, uma vez que a Constituição Federal, em seu art. 5º, Inciso LVI, informa "são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos".

    Aliás, a policial tem direito a devida indenização por danos morais, com fulcro no art. 5º, V, X, da CF/88, combinado com os artigos 186 e 927 do Código Civil. Podendo requerer o resonsabilidade objetiva do Estado pela abusividade de seus agentes.

    Os delegados envolvidos não conhecem a norma do art. 249 do Código de Processo Penal, uma vez que a revista em mulher somente poderia ser feira por homem se o retardamento da ação pudesse prejudicar a diligência, o que não era o caso.

    Não estou a defender a atitude da policial, que é deplorável se realmente praticada, estou a defender o devido processo legal, a intimidade, a imagem e a vida privada da policial: que são bens invioláveis.

    Portanto, absurda e ilegal a revista e a prisão em flagrante.

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  5. Janiselho disse tudo. É incrivel o que a policia faz com seus integrantes. Acabam com todos os direitos constitucionais. Não conseguem fazer uma prisão justa. Cometeu o crime, que se aplique a Lei. Violações imperdoaveis. Não se faz isso nem em grandes prisões, imagine uma dentro de uma seção.

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  6. Já pensou a PM retirando a roupa das mulheres no local de apreensão de drogas????? "Vá tirando ai sua roupa que eu quero uma revista completa!" É demais!!!!!

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  7. mulher nao pode ser revistada de forma intima por homem mas homem pode ser revistado por policial feminina neh? rsrsrrs

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  8. TOTALMENTE ARBITRARIO,SELVAGENS ATE MESMO ESSAS MULHERES QUE ESTAVAM PRESENTENA SALA,TOTAL CORVADIA!

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  9. Todos os que participaram desse absurdo deveria ir para rua ou melhor ficar atraz das grades que é o lugar de monstros dessa qualidade.A policial não agiu certo mais jamais poderia ter tido um tratamento dizumano como esse

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  10. O mais incrível, fantástico e extraordinário disso tudo, é que o suposto caso de extorsão teria acontecido no ano de 2009, ou seja, somente 2 anos depois é que essas imagens deprimentes vem a tona e são mostradas para a sociedade através da bandeirantes. fica a pergunta: por qual motivo essa policial na época do ocorrido não procurou a imprensa,ministério público ou direitos humanos para denunciar tão grave fato? o que teria acontecido para que ela deixasse todo esse tempo passar sem tomar nenhuma atitude de prevenção? seria medo? vergonha? se tal crime ocorreu, se houve a extorsão, que tivesse sido feita a revista por policiais femininas, que inclusive estavam presentes na ocasião e por algum motivo, não foram usadas para tal. desse jeito, usando de qualquer artifício para tentar conseguir uma prova, e assim conseguir incriminar alguém, fica muito difícil e a credibilidade da polícia fica lá em baixo.Sem contar que na hora que tiram a roupa da agente,a camera está por detrás de uma pessoa e só depois o dinheiro já aparece na mão do senhor delegado dando a entender, que ele já estava com as 4 onças na mão. enfim, uma vergonha total, uma verdadeira seboseira.

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