MULHERES QUE TRABALHAM COMO VIGILANTES EXIBEM TALENTO E EXIGÊNCIA

Mais um mercado se abre para as mulheres. Cada vez mais vigilantes do sexo feminino se formam nos cursos. As mulheres são atentas e exigentes com os quesitos de segurança. Elas se saem melhor na aula de tiro. Também não têm medo de enfrentar os homens nas aulas de defesa pessoal e nos treinamentos físicos. São muito boas para a vigilância porque conseguem prestar atenção em várias situações ao mesmo tempo.

Uma escola rigorosa, baseada na formação militar. Dezesseis dias, 160 horas de confinamento. Atividades das 7h às 19h, sem dormir em casa. Para quem vai enfrentar os riscos da profissão de vigilante o treinamento é pesado.

A professora de educação física Maria de Lourdes, de 47 anos, não reclama. Já tentou ganhar dinheiro como esteticista, cabeleireira, e agora encontrou motivação para uma mudança radical.

“Estou me sentindo viva. Estou viva, sei fazer uma coisa e posso produzir”, comemora Maria de Lourdes.

No tatame as mulheres mostram que de sexo frágil não têm nada. São capazes de agir e dominar uma situação de ataque com a mesma habilidade dos homens.

“Se precisar, tem que usar o que aprendi com maturidade. E não me intimido, estou aqui para aprender”, conta a aluna Vanessa Carvalho Dos Santos

Além de disposição e coragem, é preciso se dedicar aos estudos na sala de aula. A turma aprende sobre a atuação do crime organizado, direitos humanos, direito penal e primeiros socorros. Além da avaliação da empresa que oferece o curso é preciso passar por exame psicológico para receber o certificado reconhecido pela Polícia Federal.

Depois de 27 horas de aulas teóricas, chega o momento mais esperado: a prova de armamento e tiro. São as mulheres que mais se destacam.

“A mulher absorve mais as informações teóricas, e na prática repassam tudo o que foi aprendido”, explica o instrutor Nivaldo Melara Júnior.

Com o piso da categoria mais benefícios dá para tirar R$ 1,15 mil por mês trabalhando entre oito e nove horas por dia. A preferência por elas é cada vez maior. A vigilante Cláudia Ferreira Salça trabalha em uma agência bancária e é responsável pela segurança da porta giratória. O serviço dela impede assaltos, protege clientes e funcionários.

“Para ser segurança tem que ser gentil e ter simpatia. A gente tenta o máximo possível ser gentil com os clientes”, diz Cláudia

A vigilante Lígia Gouveia dos Santos atua em outra função. Fica no alto, protegida por uma barreira blindada e tem uma visão mais ampla do movimento.

“É preciso ter toda a atenção possível, não posso nem conversar. Tenho que olhar o tempo inteiro”, conta Lígia.

Para ser vigilante é preciso ter um certificado reconhecido pela Polícia Federal. Para conseguir o certificado é preciso passar pelo treinamento e por uma avaliação psicológica. É nas aulas de defesa pessoal que as mulheres aprendem a dominar adversários maiores e mais fortes.

Fonte: Bom Dia Brasil

Um comentário:

  1. No Rio de Janeiro temos uma mulher comandando uma Unidade de Polícia Pacificadora. Está a frente de 140 homens e está fazendo um ótimo trabalho!

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