“ME SENTI VIOLADA, UM LIXO”, DIZ ESCRIVÃ QUE FOI OBRIGADA A FICAR NUA EM REVISTA POLICIAL

A escrivã de polícia que foi despida à força em uma revista feita por delegados da Corregedoria da Polícia Civil disse ter se sentido “violada” como mulher. A policial, que não quis se identificar, afirmou que ficou nua em frente de cerca de seis homens e duas mulheres “totalmente estranhos”. O caso aconteceu em 2009, na zona sul de São Paulo, e um vídeo com as imagens do abuso foi divulgado na internet na última semana.

- Eu pedi ajuda, mas alguns minutos antes de tirarem a minha roupa, aquele delegado [que aparece no vídeo] tirou o meu delegado da sala. Como profissional, me senti desrespeitada pelos próprios colegas. Como mulher me senti violada, um lixo.

A vítima resistiu em tirar a roupa na frente de policiais homens e o delegado responsável teria dito que chamaria agentes femininas, mas que teria que acompanhar a revista. A acusada negou-se e acabou sendo revistada à força por policiais homens, que descobriram R$ 200 na calcinha dela.

Ela contou que tudo aconteceu dentro do distrito onde trabalhava, em Parelheiros, e que as agressões continuaram depois da revista.

- Me deram um mata-leão e me arrastaram algemada para dentro de uma viatura.

A escrivã disse ainda não ter ideia de quem divulgou as imagens na internet e afirma esperar por justiça.

O secretário de Segurança Pública determinou a saída dos delegados Eduardo Henrique de Carvalho Filho e Gustavo Henrique Gonçalves, envolvidos na operação, e o Ministério Público de São Paulo apura a ocorrência de abuso por parte dos policiais.

Assista ao vídeo:



Fonte: R7

EM DEPOIMENTOS, OS DELEGADOS DERAM VERSÕES DIFERENTES

Para o delegado Eduardo Henrique de Carvalho Filho, a revista foi feita por uma policial militar feminina. Ele não menciona a própria participação. Já para o delegado Gustavo Henrique Gonçalves, a acusada não admitia ser revistada. A busca foi feita por policiais femininas por dentro de sua calça. Houve necessidade de algemar a escrivã, que tentava impedir a revista.

Já o investigador Daniel de Rezende Baldi, que gravou as imagens exibidas em primeira mão pela Band, afirma que não presenciou qualquer tipo de agressão. Outro investigador, que estava na sala, Guilherme Amado Nóbile, disse que a minuciosa revista pela parte interna das vestes foi feita por uma policial militar feminina.

Em depoimentos, os policiais deram versões diferentes daquela mostrada pelos vídeos. A escrivã não se recusa a ser revistada, e pede, nada menos do que 20 vezes, que a busca seja feita por uma mulher.

Sem que tenha agredido ninguém, ela foi algemada e teve a calça e a calcinha arrancadas por três pessoas. Entre elas, o delegado Eduardo Henrique.

Em 2009, o secretário de segurança pública de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto, tomou conhecimento do vídeo da Corregedoria, e só abriu processo administrativo contra os policiais, após ser provocado pelo Ministério Público. Meses depois, a sindicância foi arquivada com o aval do próprio secretário.

A escrivã, que foi expulsa da polícia, ainda responde a processo por corrupção.

Fonte: BAND

Um comentário:

  1. Primeiro, está na cara que esse flagrante foi armado.

    Segundo, nunca, mas nunca mesmo esses maníacos, tarados, bandidos poderiam ter feito o que fizeram com essa moça...

    Esses caras tem que ser processados, expulsos da polícia e presos por tudo que fizeram ela passar...

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